Também chamado dejeto, o esgoto é grande gerador de poluição e de transmissão de doenças. Quando jogado diretamente no meio ambiente, gera odor forte e fétido, além de conter bactérias nocivas, como as coliformes (Escherichia coli, por exemplo), causadoras de enfermidades, o que significa que a água por elas infectada se torna um risco para a saúde.

Esgoto é o termo usado para caracterizar os despejos provenientes dos diversos usos da água, como o doméstico, o comercial, o industrial e o agrícola, entre outros. O doméstico representa parcela muito significativa dos chamados esgotos sanitários e provêm, principalmente, de residências e edificações públicas e comerciais.

Apesar de variarem em função dos costumes e condições socioeconômicas das populações, os domésticos têm características bem definidas, pois são resultado dos hábitos higiênicos e das necessidades fisiológicas do ser humano. Compõem-se, basicamente, de águas de banho e de lavagem, urina, fezes, restos de comida, sabão e detergentes. A quantidade produzida varia de 90 a 210 litros/dia/habitante.

De modo geral, todo esgoto sanitário possui 99,9% de água e 0,1% de sólidos (70% de sólidos orgânicos, como proteínas, carboidratos e gorduras, e 30% de sólidos inorgânicos, como areia, sais e metais). A água nada mais é do que um meio de transporte das inúmeras substâncias orgânicas e inorgânicas e microrganismos eliminados pelo homem diariamente, sendo os sólidos responsáveis pela deterioração da qualidade da água.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, revelam que no Brasil apenas 49% do esgoto produzido são coletados por meio de redes e destes somente 10% são tratados. As regiões metropolitanas e grandes cidades produzem elevados volumes, que são despejados sem tratamento nos rios, mares, etc., ocasionando o grave problema da poluição das águas. Uma das soluções reside na implantação de estações de tratamento de esgoto (ETEs), que removam os principais poluentes presentes nas águas residuais.

O esgoto contém sólidos suspensos e produtos químicos que afetam o ambiente, como, por exemplo, nitrogênio e fósforo, que, sendo fertilizantes, favorecem o desenvolvimento de algas, cujo crescimento excessivo pode impedir a penetração da luz do sol e sujar a água; o  material orgânico que as bactérias do ambiente decompõem necessita de oxigênio, cuja insuficiência na água pode ocasionar a mortandade de peixes; os sólidos suspensos no esgoto tornam a água escura e podem prejudicar a respiração e visão de peixes. O crescimento das algas, a redução do oxigênio e a escuridão destroem a capacidade de um rio ou lago de manter a subsistência de animais e de outras formas de vida.

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