Boa Noite! Sábado, 22 de Julho de 2017

MEIO AMBIENTE

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA

    Art. 1° - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente,     cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente    responsável aos olhos de todos.
   

    Art. 2° - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de    vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber    como são: a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O    direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à    vida, tal que é estipulado no artigo 3° da Declaração dos Direitos do Homem.
    
    Art. 3° - Os recursos naturais de transformação da água potável são lentos,    frágeis e muito limitados. Assim sendo, água deve ser manipulada com    racionalidade, precaução e parcimônia.
    
    Art. 4° - O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação    da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando    normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este    equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mananciais, dos rios,    dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

    

Art. 5° - A água não é somente uma herança de nossos predecessores; ela é    sobretudo um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma    necessidade vital, assim como uma obrigação
    moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

    

Art. 6° - A água não é uma doação gratuita; ela tem valor econômico:    precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode    muito bem escassear em qualquer região do mundo.
    
    Art. 7° - A água não deve ser desperdiçada nem poluída nem envenenada. De    maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento    para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da    qualidade das reservas atualmente disponíveis.
    
    Art. 8° - A utilização da água implica o respeito à lei. Sua proteção    constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a    utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.    

    

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de    sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
    
    Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a    solidariedade e o consumo em razão de sua distribuição desigual sobre a    Terra.
    
    Em 22 de março de 1992, a Organização das Nações Unidas, ONU, instituiu    o "Dia Mundial da Água" e publicou a "Declaração Universal dos Direitos da    Água".
    
    
    
A ÁGUA NO BRASIL E NO MUNDO
    
    O Brasil detém uma das maiores reservas hídricas do mundo, concentrando    perto de 15% da água doce superficial disponível no planeta. Mas o contraste    na distribuição é enorme: a região Norte, com 7% da população, possui 68% da    água do país, enquanto o Nordeste, com 29% da população, tem 3%, e o    Sudeste, com 43% da população, conta com 6%.
    
    Além disso, problemas como o desmatamento das nascentes e a poluição dos    rios agravam a situação. Em consequência, 45% da população não têm acesso    aos serviços de água tratada e 96 milhões de pessoas vivem sem esgoto    sanitário.
    
    A agricultura é o setor que mais consome água no país, da ordem de 59%. O    uso doméstico e o setor comercial consomem 22% e o setor industrial fica por    último com 19% do consumo.
    
    Projeções feitas por cientistas calculam que em 2025 cerca de 2,43 bilhões    de pessoas estarão sem acesso à água. O desperdício é outro grande problema.    Na verdade, é uma das causas para escassez. No Brasil, 40% da água tratada    fornecida aos usuários é desperdiçada. Cada pessoa necessita de 40 litros de    por dia, mas a média brasileira é de 200 litros. Veja alguns outros dados:
    • 65% das internações hospitalares no país, principalmente de crianças, são    causadas por doenças de veiculação hídrica;
    • Diarréia e as infecções parasitárias estão em segundo lugar como maior    causa de mortalidade infantil no Brasil.
    • Apesar dos esforços, são poucas as indústrias brasileiras que tratam seus    despejos antes de devolvê-los à natureza.
    • Apesar de toda energia gerada pelas gigantescas hidrelétricas do São    Francisco, ainda hoje 35% da população rural dessa região não possui energia    elétrica em seus domicílios.
    • São Paulo e algumas outras cidades do globo têm uma descarga de efluentes    do mesmo volume que o fluxo natural dos rios que as atravessam.
    A água não é só uma mera substância química formada por átomos de hidrogênio    e oxigênio. Nela surgiu a primeira forma de vida do planeta há milhões de    anos; dela o processo evolutivo caminhou até formar nossa espécie, e    continua a manter toda a diversidade que conhecemos.
    
    "Terra, planeta água." Nenhuma frase é tão verdadeira quanto essa, se    pensarmos que 3/4 da superfície do nosso mundo são cobertos por água, sendo    97% salgada, e apenas 3% doce. Contudo, do percentual total da água doce    existente, a maior parte encontra-se sob a forma de gelo nas calotas polares    e geleiras, parte é gasosa e parte é líquida - representada pelas fontes    subterrâneas e superficiais. Já os rios e lagos, que são nossas principais    formas de abastecimento, correspondem a apenas 0,01% desse percentual,    aproximadamente.
    
    Na Terra tudo é mantido graças à presença desse líquido vital: nossas    cidades, nossas indústrias, nossas plantações, e, mesmo o oxigênio que    respiramos, cerca de 70% dele, vem das microscópicas algas habitantes dessa    enorme massa formada por rios, lagos e oceanos.
    (Fonte: Amigo da Água * http://www.amigodaagua.com.br)